Câmara de Ipatinga adere ao projeto de iniciativa popular Corrupção Nunca Mais

Representantes da Maçonaria do Estado de Minas de Gerais se reuniram nesta quinta-feira (02/07/15), para debater a iniciativa da entidade em propor o projeto de iniciativa popular “Corrupção Nunca Mais”, que busca estabelecer procedimentos e punições mais severas para quem usa de forma indevida os recursos públicos. 
 
Na Câmara de Ipatinga, sete dos 19 vereadores serão multiplicadores do projeto, dentre eles, Werley Glicério, (LEY DO TRÂNSITO/PSD), que também é maçom.
 
Organizado pela maçonaria mineira, o projeto tem como intuito, ser protocolado no Congresso Nacional, para que tramite de forma a virar lei, e estabeleça regras para além do desvio de recursos, mas também estabeleça ritos para a recuperação destes valores extraviados, aumente prazos de prescrição deste tipo de delito e das penas de inelegibilidade.
 
A exemplo da lei da Ficha Limpa, a lei de iniciativa popular tem total envolvimento do eleitorado, que precisa assinar abaixo assinado, com envolvimento de, no mínimo, cinco estados brasileiros.
 
“Passamos por momentos de grande desesperança no país e pretendemos mudar, com a ajuda da população e dos políticos de bem deste país, comentou o Grão-Mestre da GLMMG, Geraldo Eustáquio C. De Freitas.
 
Além de Ley, aderiram imediatamente à proposta os vereadores Roberto Carlos, Jadson Heleno (SDD), Adelson Fernandes (PSB), Lene Teixeira (PT) e Leo Escolar (PCdoB). Eles intermediarão a coleta de assinaturas, promoverão debates, audiências públicas, explanação sobre o assunto junto à comunidade, farão papel de multiplicadores.
 
“A maçonaria, mais uma vez, dá exemplo claro de prestação de serviço a sociedade. Como uma irmandade, optamos pelo melhor para a coletividade e estamos aptos a arregaçar as mangas para somarmos força neste projeto de iniciativa popular, que visa minimizar este mal, que é a corrupção”, disse Ley do Trânsito.
 
De acordo com a cartilha da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), corrupção é a má conduta de utilizar o poder ou autoridade para conseguir obter vantagem e fazer uso de dinheiro público para seu interesse, de um integrante da família ou amigo.
 
O projeto busca estabelecer procedimentos e punições para aqueles relacionados com uso indevido, desvio, malversação ou apropriação de recursos públicos, estabelecer rito para recuperação destes recursos, aumentando o prazo de prescrição deste delito, para reduzir a impunidade.
 
A intenção da CMSB é criar mecanismos legais que permitem ao Estado maior agilidade no combate a tais crimes. 
 
“Por isto é importante o envolvimento de todos os maçons, órgãos e entidades de defesa da sociedade, dos clubes de serviço e de todos os cidadãos em geral”, disse o maçom José Eduardo Silva.
 
A primeira maneira de participar do projeto é procurando pessoas e entidades e assinando o formulário próprio, outra, tornando-se multiplicador.
 
As assinaturas coletadas serão entregues, juntamente com o projeto de lei para o presidente da Câmara Federal. A partir daí, inicia-se uma nova fase que é o acompanhamento do trâmite do projeto e pressão junto com aos parlamentares para que ele seja colocado em votação.
 
Fonte: Loja Templários do Vale do Aço - Saulo Pires

 

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